Lagerfeld apresenta nova coleção da Chanel em luxuoso palácio de Paris


O estilista Karl Lagerfeld apresentou nesta terça-feira (6) a coleção Paris-Bombay para Chanel, no Grand Palais, em Paris. A Casa Chanel mostrou uma coleção prêt-à-porter “contra a morosidade”, transformando o local do desfile em luxuoso palácio, digno dos marajás.
Menos de 200 “happy few” foram convidados a um banquete impecável, com um bufê recoberto de bandejas de prata, castiçais e “bonbonnières” de cristal, com muitas frutas, guirlandas de jasmim e milhares de gulodices. Sobre a mesa, circulava um trem elétrico prateado, transportando em seus vagões garrafas de whisky, deixando um rastro de incenso.
Saboreando chá com especiarias, “lassi à la mangue” (uma bebida indiana) ou champagne, o público admirou a coleção, destinada a colocar em destaque os ateliês pertencentes à “maison”: bordadores, tingidores de plumas, ourives e responsáveis pelos adereços. Entre os presentes, estavam o cantor Marc Lavoine e as atrizes Virginie Ledoyen e Anna Mouglalis.
Com suas peças “muito elaboradas, bem mais caras que as de um prêt-à-porter normal”, segundo Lagerfeld, a coleção tem um toque “hippy”, e evoca o “fantasma” da Índia, idealizado em Paris.
Botas de salto baixo, saias drapeadas sobre “jodhpurs”, redingotes bordados. Do ouro branco ao acinzentado, uma declinação completa de tons delicados ou rosas, do mais pálido ao mais forte. As modelos, de coques afofados ou em longos rastafáris, usam numerosas joias na testa, cobrem o dorso da mão e adornam uma narina. Na ocasião, o designer saiu em defesa do luxo nos tempos de crise, irritando-se, principalmente, com a influência das agências de classificação de risco, paralelamente a um desfile faustuoso, fora do calendário, e que homenageou as atividades artísticas.
“Não se deve deixar levar pela morosidade geral”, exclamou Lagerfeld nos bastidores do desfile Chanel no Grand Palais, em Paris, citando o papel positivo da moda na balança comercial da França, assim como a indústria do luxo, “que dá trabalho a muitas pessoas”.
Ao falar sobre as agências de classificação, num momento em que a Standard and Poor’s pensa baixar a nota de seis países da Zona do Euro, entre eles a França, ele questionou: “Mas quem são essas pessoas? Quem as colocou na posição de distribuir o grau A à própria vontade? Nem mesmo as conhecemos!”.
Para o estilista, “houve muito pânico em 2008, como acontece hoje, e os períodos de crise econômica não entram em nenhuma contradição com a criação”.
Fotos: AP
Fonte: TERRA
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